segunda-feira, março 02, 2015

Sei. Sim.





Virá o dia em que pagarei bem caro pelo que desejo...
Terei de enfrentar a ira dos meus demónios...
Chegará a hora em que terei de carregar o peso bruto do pensamento...
E sei que a caminhada será difícil e penosa.
Que irá, para sempre, doer a marca invisível que restar.
Sim. Sei.
Será devastador...

Mas enquanto não chegar....eu quero é que se foda!





"Não há dias cinzentos para quem sonha colorido"

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Um respirar fundo.....








Um pacto....
Quatro mãos...
Pensamentos lascivos que esvoaçam...
A brisa fria que me entra nos pulmões...
O calor que emanas de teu sexo...
Voz trémula faz se ouvir....
Ecoa no escuro do infinito...
O pacto cravado no peito...
Na mente...
Força de mil homens que te empurra...
Te agarra...
Te consome...
A mente que te prega partidas ao corpo...
Será a mesma que te irá soltar...



Que outro jeito poderia ser???


quinta-feira, fevereiro 26, 2015



“ Uma mulher não nasce. Torna-se”
    Simone de Beauvoir


Nem todas as mulheres são Mulheres.
É preciso aprender, perceber, encaixar.
Uma mulher sabe estar e sem dúvida, tem de saber ser.
Não precisa de tentar ser melhor ou superior.
Não precisa de humilhar para se erguer ou dar nas vistas.
Uma Mulher não arromba portas…
Sabe exactamente as que quer abrir.
Como as abrir e o momento para o fazer...
Não são os sapatos de saltos vertiginosos que a fazem.
Nem o melhor dos vestidos, nem o cabelo perfeito.
É a força interior, o carácter, o olhar.
É aceitar as imperfeições do corpo, da alma.
Sabe os defeitos, assumindo-os como são.
Sabe o que é e o valor que tem…
Uma Mulher não está atrás nem à frente de um Homem.
Está ao seu lado.




terça-feira, fevereiro 24, 2015

Agonia





Necessidade que consome.
Boca seca.
Respiração acelerada.
Olhar selvagem,
sem filtros,
Cru, revelador, pecaminoso.
Arrepio.
Corpo a ressacar.
pura, terrível carência.
Mente perdida, 
Pensamento lascivo.


"Podes correr, podes.
Mas não te podes esconder..."



quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Borboleta



Penso. Suponho. Imagino.
Recito. Gravo. Decoro.
Vejo. Toco. Agarro.
Olho. Percebo. Consinto.
Provo. Mastigo. Devoro.
Sonho. Acredito. Idealizo.
Peço. Quero. Desejo.
Abraço. Aperto. Aconchego.
Beijo. Cheiro. Sorrio.
Paro. Aqueço. Ando.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

O regurgitar de desabafos vividos



Já dei beijos a chorar. . .
Já dei beijos a sorrir. . .
Já beijei apenas com os olhos. . .

Que beijos estes. . .

Já beijei com sofrimento, angustia. . .

Detesto-os. . .

Já beijei com os lábios. . .
Já beijei com as mãos. . .

Como são bons estes beijos. . .

Já beijei com sabor a veneno. . .
Já beijei com raiva. . .
Já beijei com dor. . .

Horrível. . .

Já me beijaram como se de um estranho se tratasse. . .
Já me beijaram com paixão. . .
Já me beijaram inúmeras vezes sem sentir. . .
Já me fizeram ter um orgasmo com um beijo. . .

Foda-se que beijo. . .

Já me beijaram com a língua mais doce do mundo. . .
Já me beijaram a chorar. . .
Já me deixaram a meio do beijo. . .

Que frustração. . .

Em suma. . .

NÃO EXISTEM DOIS BEIJOS IGUAIS.



O que é magnificamente bom

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Exciting moments II


Soltas o arrepio...
Que dentro de ti aprisionado esta...
Coloco meu corpo, quente, junto do teu...
Sentindo, viras a cara para o lado...
Pousas o queixo no ombro...
Fechas os olhos, na ânsia de me sentires dentro de ti...
Pernas que se roçam, entrelaçam, vibram...
Chega, pára de gemer, sente me apenas...
Imobilizada por amarras, vendada por beijos....
Acoito te, acaricio te á vez...
Ao meu ritmo e não ao teu...
Sente me grande, erecto, desejoso a entrar em ti...
Fechas as mãos com a pouca força que te resta...
Invisto sobre ti...
Rabo marcado, quente, com minhas mãos que te desejam...
Acabarei por me vir, quando? 






Não sei...

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Exciting moments...



Cinzento...
As vendas penduradas na cabeceira da cama..
As cordas anseiam por um momento de shibari...
O flogger, liso, hidratado... reluz...
Segredo ao ouvido os meus desejos...
Passas a mão no meu braço esquerdo...
Ao de leve...
Sentes o relevo do triskiel...
Por ti a baixo... escorres...
Coloco te de 4...
Teus cabelos caem pela face, junto ao peito...
Afago te as nádegas...
Minhas unhas escorregam pelas tuas costas...
Sentes o gelo próximo do clitóris...
Cinzento...



Ficamos por aqui....
Por agora...




quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Distância*






Há palavras que custam a ouvir.
Outras tantas custam a dizer.
Conjunto de letras que sufocam por dentro.
Que magoam onde caem.
A vida é madrasta muitas vezes.
Castiga sem necessidade,
sem olhar a meios.
Tantas possibilidades,
tantos rumos alternativos,
e no entanto,
nem sempre se pode virar.
Há pessoas que aprendemos a amar à distância.
Essa, dizem, é a mais bela forma de amar.
Ter a capacidade de sorrir porque do outro lado alguém sorri.
Jamais revelando o sofrimento cruel que isso provoca aqui.
Certas decisões alteram-nos para sempre.
E existem bagagens bem difíceis de carregar...










* é o que nos faz dar valor ao que não podemos ter por perto...