Sentado num banco de cabedal a ouvir o vento que passa nos pilares... A radio toca musica ou lá o que for, já não oiço... As portagens ficaram lá a trás... A tesão invade-me de tal forma que não me recordo de ter tirado a gravata... O carro vai sozinho, desgovernado... Sinto o teu sabor na minha língua... Hoje vou-te comer, foder... Este desejo satânico de te apertar as nádegas... De uma vingança incontestável pela forma como me tens comido, devorado... Revejo todos os passos até chegar a cama... Estou enorme... sinto me a rebentar... Chegado e sem gravata, não demoras a assaltar-me a camisa... Sinto as tuas mãos a percorrerem-me o corpo... nu. Com um passe de magica, empurras me para a cama... Rápido, sem que me dês tempo a pensar... Com o teu jeito, meigo e de tão cabra que és, dizes me ao ouvido...
Hoje não te como de garfo e faca... vou me lambuzar....
Só agora me apercebi da dimensão da ausência que tinha de te sentir assim. Conjugação mágica, cuidada e perfeita que é tão única. Há harmonias perfeitas. Tenho a certeza disso... Prova inegável perante as lágrimas que não consigo controlar. É na sua essência mais pura, avassalador. É um tremor na alma. Tranquilidade inquietante. Um arrepiar de todos os poros do corpo. Aquela mão que te passa, do fundo ao cimo das costas. Um beijo leve, tão leve que me prende e me desarma. Eu não tenho medo de altas muralhas. Todas as prisões têm uma saída. No meio da destruição é que acontecem milagres. Eu não sei para onde vou... Mas vou contigo. Afinal, após as trevas irá sempre brilhar um raio de sol.
Carrego o peso da leveza do improvável Corpo gasto e carcomido por noites de prazer Mente jovem de uma criança Tesão bruta e selvagem de um adolescente Ideias claras como a luz que te invade os olhos Excita-me, adoça me o corpo... Afaga-me, abraça-me o espírito... Beija-me o pensamento... Anda, que esperas... Olha, a porta que se abre no meio dos escombros... Esta aberta, anda... Não será um lugar estreito ... Que nao tentes nadar apenas com o braço direito... Anda...
Como carrego o peso da leveza do improvável.........
Que a força de mil braços nunca te falte... O sopro da noite fria e escura, invade te Adormeces naquele lugar secreto.. Teu refugio, teu cofre... Sonhas em voar... Em correr, saltar e rebolar num manto de nuvens... Que a força de mil braços nunca te falte... O ontem foi intenso, poderoso, excitante... O hoje, será o que for... O amanhã ainda não esta escrito... Mas o Sonho continua.... Que a força de mil braços nunca te falte...
Todos os dias o faço.
Tantos dias premeditado,
Outros tantos sem saber.
De tantas formas,
com tanto feitio.
Vendo-me,
Olho mas não vejo.
Vejo mas tendo a negar.
Nem sempre o esforço compensa.
Injustiça da vida.
Injustiça de valor.
Vendo o corpo sem pensar,
Mas a alma vai escapando.
Palavras pequenas,
conselho valioso.
Marcas visíveis de sabedoria
Menina, menina que sempre sorri...
Tudo tem um preço menina...