sábado, janeiro 17, 2015

Ainda há chocolates na caixa

Só agora me apercebi da dimensão da ausência que tinha de te sentir assim.
Conjugação mágica, cuidada e perfeita que é tão única.
Há harmonias perfeitas.
Tenho a certeza disso...
Prova inegável perante as lágrimas que não consigo controlar.
É na sua essência mais pura, avassalador.
É um tremor na alma.
Tranquilidade inquietante.
Um arrepiar de todos os poros do corpo.
Aquela mão que te passa, do fundo ao cimo das costas.
Um beijo leve, tão leve que me prende e me desarma.
Eu não tenho medo de altas muralhas.
Todas as prisões têm uma saída.
No meio da destruição é que acontecem milagres.
Eu não sei para onde vou...
Mas vou contigo.
Afinal, após as trevas irá sempre brilhar um raio de sol.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Escrito em branco...




Carrego o peso da leveza do improvável
Corpo gasto e carcomido por noites de prazer
Mente jovem de uma criança
Tesão bruta e selvagem de um adolescente
Ideias claras como a luz que te invade os olhos
Excita-me, adoça me o corpo...
Afaga-me, abraça-me o espírito...
Beija-me o pensamento...
Anda, que esperas...
Olha, a porta que se abre no meio dos escombros...
Esta aberta, anda...
Não será um lugar estreito ...
Que nao tentes nadar apenas com o braço direito...
Anda...

Como carrego o peso da leveza do improvável.........


Desejos...





Que a força de mil braços nunca te falte...

O sopro da noite fria e escura, invade te
Adormeces naquele lugar secreto..
Teu refugio, teu cofre...
Sonhas em voar...
Em correr, saltar e rebolar num manto de nuvens...

Que a força de mil braços nunca te falte...

O ontem foi intenso, poderoso, excitante...
O hoje, será o que for...
O amanhã ainda não esta escrito...
Mas o Sonho continua....

Que a força de mil braços nunca te falte...



Que a mim não me faltará a força nas pernas....

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Indiscrição...



Subo a escadaria que me apega...
No alto da memória, esta  invade-me...
Sonhos cegos, palavras ditas, gestos disfarçados...
A arritmia apodera se de meu peito, minha tesão...
Esperas me, subtrais-me de tudo o resto... 
A cada degrau que se estende aos meus pés, galgo-o...
Mas como sempre... no escuro....
Recuso me a acender a luz...
Prefiro percorrer o caminho de olhos fechados...
Dá me tesão, sabias?
Imaginando o topo do castelo em chamas...
Mas enfim...
Faltam apenas uns degraus.

Já agora, fodes-me da maneira que me comes?

Vendo-me


Todos os dias o faço.
Tantos dias premeditado,
Outros tantos sem saber.
De tantas formas,
com tanto feitio.
Vendo-me,
Olho mas não vejo.
Vejo mas tendo a negar.
Nem sempre o esforço compensa.
Injustiça da vida.
Injustiça de valor.
Vendo o corpo sem pensar,
Mas a alma vai escapando.
Palavras pequenas,
conselho valioso.
Marcas visíveis de sabedoria
Menina, menina que sempre sorri...
Tudo tem um preço menina...

Um acordar...


Fechas os olhos, negros, sofridos...
Abres a torneira de agua quente, límpida...
Suavidade da pele que se arrepia, estremece...
Aos poucos desnudas o corpo...
A mente, essa bandida, vagueia....
Assalta te o desejo de ontem, de hoje...
O vapor abraça te... cobre te...
Relaxas nesse mar imenso...
Lugar de prazeres...
Sentes me em ti na ponta de teus dedos...
Sentes me em ti, dentro de ti...
Sentes as mãos de Golias a apertarem te as ancas...
Sentes me em ti...
Sentes os dentes de um felino sequioso a mordiscarem o ombro...
Sentes a força com que te invade o corpo
Sentes...

quarta-feira, janeiro 14, 2015

Deita-o fora



Aprendi a deixar de o olhar,
de esperar,
até desesperar.
Deixei de somar,
De o tentar travar.
De lhe implorar que parasse ou abrandasse só um pouquinho.
Lembrei-me como que era bom, viver ignorando-o.
Que era delicioso rir entre o som que nunca descansa.
Nunca as terei para as dizer,
porque lhes dou uso para algo melhor.
Não ganho ao tempo,
mas tenho tanto, tanto a ganhar com ele...

Tens tempo que me digas??

Nunca írás ganhar ao tempo
O que tu cresces
Ris
Choras
Pensas
Abandonas
Agarras
Fazes amor
Fodes
Comes
Bebes
Dormes
Abraças
Gemes
Aprendes
Ensinas
E tudo mais, que se faça...

Mas o tempo, esse, andará sempre á tua frente e apenas te vai permitir guardar o que passou...

Sádico o meu relógio portanto....


Gemidos

Gemidos leves
Que ecoam no corredor vazio
Sala repleta de memorias
Memorias essas que não passam disso
Vizinhos surdos de afectos
Paredes cúmplices de noites agitadas
Gemidos, gritos, suspiros
Todos eles que acompanham a minha mente.
Rasga-me os sentidos
Sufoca me o sossego 
Rouba me a vontade...
Que difícil é a equação...


Quantos gemidos são precisos até atingir o prazer???





terça-feira, janeiro 13, 2015

Tu...







Sê bem vindo...
Fica o tempo que quiseres.
Assim tenhas tu vontade.
Perde-te enquanto te fizer sentido.
Dizes TU que és uma longa história....
Conta-me tudo,
Não TE escondas...
Sem medo.
Dados lançados.
Conta-me tudo.
Estou aqui ávida de te ouvir...