Não importa quanto tempo estamos separados. Não importa se estou de saltos, de chinelos, de ténis ou descalça. Ele não quer saber se o meu dia correu mal, bem ou assim assim. Ele espera-me de qualquer maneira. Tem sempre um mimo para mim. Faz-me sempre sentir especial. Não sei onde estava com a cabeça quando decidir arranjar um pequeno monstro mas apaixonei-me por ele assim que o vi. A dedicação dele é puramente genuina. É o jeito peculiar de fazer força com o lombo nas minhas pernas. A patinha em cima dos meus pés quando se deita. O que adoro? Quando chego, seja onde for, onde ele estiver digo-lhe: meu bicho mai feio!!! E fico ali, a rir-me, a vê-lo saltar e pular de loucura...
Durante as mini-férias dormiamos juntos a sesta. Ali, onde o calor aperta a sério, o melhor sítio para repousar é no chão, junto à churrasqueira, à sombra do telheiro. Pegava na toalha de praia e deitava-me com ele no azulejo morno. No dia em que me vim embora, o meu amigo mais fiel, à hora habitual, foi buscar a minha toalha que estava dobrada em cima da espreguiçadeira e esperou por mim...