Aproveitei um bocadinho livre e andei a recuperar fotos do antigo cartão de memória do telemóvel.
E assim, como quem não quer a coisa, acabei a fazer uma pequena viagem ao passado.
Passaram-se mais de 2 anos e revejo-me em situações que parece que aconteceram ontem...
Quando se olha para trás é que se nota o quanto já se andou para a frente.
E sorri. E emocionei-me. E percebi que quanto mudam os sentimentos que temos. E recordei. E senti a alegria dos momentos. E vi pessoas que já não vejo à muito. E tive saudades. E veio-me à memória palavras ditas no momento, expressões, olhares, cumplicidades de outros tempos.
E foi giro, foi mesmo bom de lembrar.
É bom recordar de tempos em tempos...para que não me esqueça do quanto quero que seja melhor no futuro.
Tirada a 06/09/2012, Atira-te ao Rio, Cacilhas.
Tinha acabado de fazer 30 anos.
Estava um dia fantástico, temperatura alta, um entardecer maravilhoso...estava feliz sim.
Recordo-me do carinho que o sol, quente, me deixou na pele....e do pézinho versão "mamute" que ele sempre me provoca...
quarta-feira, março 19, 2014
segunda-feira, março 17, 2014
E o circulo fechou-se
Vou memorizar a data, um dia no futuro talvez a recorde com mais sentimento do que tive quando soube. Para mim é o terminar um período que me foi bastante penoso de ultrapassar.
Dou-o como encerrado...ao fim de uma demasiada longa espera.
Foram quase 6 anos desde o seu nascimento.
No balanço final, valeu a pena cada hora despendida, cada dia que batalhei, cada dia de correria infernal, cada consequência derivada das tantas decisões.
Foi acima de tudo um crescimento, uma aprendizagem deveras importante na minha vida.
Sei que paguei um preço escandalosamente elevado.... mas também sei que os que me acompanharam nesta caminhada, eram de facto, os que sempre quiseram estar ao meu lado.
Foram, acima de tudo, aqueles que eu sempre quis ter por perto.
Finalmente chegou uma parte do reconhecimento e eu não consigo definir o sabor que me dá...
Um passo insignificante para os demais, um pequeno passo importante na continuação do meu objetivo.
Ainda não cheguei onde quero mas estou um bocadinho mais perto.
Porque, tudo na vida tem, um princípio e um fim.
Fecha-se um circulo... e inicia-se outro...
segunda-feira, março 10, 2014
Quero...e sei bem o que quero
Podes fazer-te de difícil...
Podes...
Podes negar...
Podes até afirmar que não queres...
Podes...
Podes deixar passar pouco tempo,
algum tempo,
muito tempo...
Tolero-te decidir a saudade que me queres sentir...
Porque sei...
Sei.
Quando te permites pensar...
Custa não custa?
Domina-te de mansinho.
Sente-se o vacilar do peito,
Controla-te a respiração...
Rouba-te a certeza.
Já te perdeste...
Não escondo o sorriso.
Não desvio o olhar.
E continuo aqui: com a mesma certeza.
sábado, março 08, 2014
Mulher
"...Pinceladas de barro cor da pele cobrem minhas cicatrizes como um carinho
Todas as manhãs antes de me iludir com a vida,
Lavo no escuro adocicado minhas pequenas pupilas
e escorrego o sabão nos cílios da pequena boneca
Cubro a alma com uma pitada de lápis nas sobrancelhas finas,
faço as ficarem bem grossas com o perfil de misteriosa...
Minhas mãos já sabem de cor a forma de cada olheira...
Profundas de tanta chuva que tomou
É como se cobrisse minha alma todas as manhãs,
É como se a mim /só eu conhecesse...
Quando estou definitivamente uma pintura de Basquiat
Olho-me no espelho e o que vejo?
Um touro, uma donzela, um inseto, uma traça, um sonho!
Não sei bem se vejo ou deliro, mas crio coragem e abro a porta.
Quase sempre venta e lacrimeja
Coloco a bagagem nas costas
E de costas me olho mais uma vez no espelho
Sim, agora estou pronta!
Mensageiros do destino me perdoem,
tenho pressa, saiam da frente!
Que meu cansaço derrete meu barro e a escultura cai
Tenho pressa...
minha vida é passageira e meu escudo de pele
Moldado por cicatrizes. Todas as manhãs antes de me iludir com a vida,
Lavo no escuro adocicado minhas pequenas pupilas
e escorrego o sabão nos cílios da pequena boneca
Cubro a alma com uma pitada de lápis nas sobrancelhas finas,
faço as ficarem bem grossas com o perfil de misteriosa...
Minhas mãos já sabem de cor a forma de cada olheira...
Profundas de tanta chuva que tomou
É como se cobrisse minha alma todas as manhãs,
É como se a mim /só eu conhecesse...
Quando estou definitivamente uma pintura de Basquiat
Olho-me no espelho e o que vejo?
Um touro, uma donzela, um inseto, uma traça, um sonho!
Não sei bem se vejo ou deliro, mas crio coragem e abro a porta.
Quase sempre venta e lacrimeja
Coloco a bagagem nas costas
E de costas me olho mais uma vez no espelho
Sim, agora estou pronta!
Mensageiros do destino me perdoem,
tenho pressa, saiam da frente!
Que meu cansaço derrete meu barro e a escultura cai
Tenho pressa...
minha vida é passageira e meu escudo de pele
Quando chego em casa,
sento, tiro os sapatos, calço minha essência e choro.
Quando a obra facial se desfaz,
Coloco as mãos sobre o rosto e sorrio,
Acendo uma vela, abro a torneira
E lavo minha alma,
Agora nua..."
Bárbara Paz
terça-feira, março 04, 2014
Gosto de bons dias
O começo..
Descarada entrada de luz.
Despertar madrugador.
O habituar da claridade.
Movimento lento, libertador.
O bocejar da alma.
Um esticar de dedos...
O primeiro olhar é o mais sincero.
Vagaroso, doce, profundo.
O primeiro pensamento o mais puro.
Meigo, gentil, demorado.
Beijo pequeno, tão bem dado.
Toque suave, leve, desejado.
sábado, março 01, 2014
Just for a litle while...
Acordei,
Levantei-me.
Fui buscar a minha chávena de café
e voltei...
A casa está fria,
apenas a música se ouve...
Vou ficar por aqui.
Just for a while...
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
Tive um vislumbre de Luz
Estive a saltitar ontem à noite...durante bastante tempo...
Hoje já me acalmei, já não saltito mas tenho um sorriso enorme.
Hoje, estou tão feliz,
tenho tanta alegria dentro do peito,
que hoje não ando, movo-me levemente acima do chão...
A minha felicidade constrói-se através de pequenas coisas...mas que fazem a diferença!
( Durante muito tempo a minha alcunha foi a salta-pocinhas...
A razão era e ainda é simples: quando estou feliz ou muito feliz, quando me dão uma boa noticia ou algo que desejo ou quero de coração ou simplesmente porque o dia foi bom e me sinto bem - eu saltito...
A verdade é essa, eu não consigo parar de saltitar, começo a dar pulinhos e por vezes também danço.
A questão é que não consigo ficar quieta e sossegada. Pareço uma criancinha pequena a saltitar...eu sei que pareço mas não quero saber, é uma das minhas genuínas manifestações de pura alegria ou felicidade...)
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
Não tem nome, titulo, apelido ou estatuto
E pode-se ter,
todo o tempo do mundo,
Pode-se tirar o relógio,
atira-lo para longe,
apagar-se a marca do pulso.
Pegar na ampulheta,
parti-la em pedaços,
espalhar-se a areia.
Fechar as janelas,
correr os estores.
Não ter percepção,
das estrelas ou das nuvens,
do sol ou da lua.
Quando não há vontade,
quando não há querer...
...Não há tempo que lhe valha.
domingo, fevereiro 23, 2014
Sonhar ainda não paga imposto
Um dia quando for grande, vou ter uma casa num monte alentejano....
Daquelas casas deliciosas que me roubam suspiros e me apaixonam.
Será o meu refúgio do fim de semana.
Será o meu refúgio do fim de semana.
Terá uma lareira típica no meio da sala, tetos em madeira envelhecida, chão em granito e soalho antigo. Um fogão a lenha na cozinha.
No quarto uma cama enorme, alta, coberta de mantas, imensas almofadas e uma lareira.
Uma janela ampla para que possa contemplar o paraíso, verde ou dourado, o clarear de um novo dia.
Sentada na cadeira de baloiço no alpendre, beberei um bom copo de vinho e deixar-me-ei embalar pelas brisas quentes, deliciosas, do entardecer...
Um dia quando for grande, terei uma pequena casa assim....
...Tenho tanto jeito para sonhar...
...Tenho tanto jeito para sonhar...
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
Quando perguntarem, sorrirei
Olhava-a enquanto a via arrumar.
Levava uma mala cheia de nada e no entanto, o peso era tal, que quase se esgaçavam as costuras.
Contemplou-a durante um largo traço de tempo, tentou conter.
Mas a verdade estava ali, há alturas em que não se diz, em que não se fala. Mas há momentos em que é preciso verbalizar, em que a curiosidade é maior e sem maldade pergunta-se.
Diz-me, começou ele, enquanto lhe tentava ler nas costas voltadas...
-Porque razão voltaste tu atrás? Tu que tens sempre cuidado, que te preocupas tanto...porque voltaste tu a sentar-te aqui, onde sempre soubeste que era frio?
Aqui, onde o sol não brilha e as brisas quentes não passam de sopros mornos?
Devagar, pausadamente, ela fechou a mala que estava repousada em cima da cama, pegou-lhe com jeito, encostou-a a si, caminhou os 3 passos e deitando-a no chão, deixou-a à beira da porta.
Finalmente virou-se.
Olhou-o de frente, como há muito tempo não tinha coragem de fazer.
Sorriu-lhe, sorriu-lhe de verdade, num olhar apenas desviado pela madeixa de cabelo.
Sentou-se em cima da mala, estendeu-lhe a mão e chamou-o a si.
Lado a lado, ombro com ombro, sem pressa falou.
-Meu fiel amigo, companheiro de todas as aventuras, de noites longas, de dias curtos, de tantas e tantas horas perdidas outras tantas ganhas.
Tu, tu que estás sempre comigo...
Nunca te enganei, jamais te mentiria: não sei como o fazer, não sou de todo boa a tentar...
Sentei-me na pedra fria porque assim o desejei.
Porque assim o quis. Porque foi essa a minha vontade.
Soube sempre que a espera seria difícil e duvidosamente alcançada mas preferirei sempre ficar roxa do gelo e da tempestade que me fustiga, do que não saber o que é ter frio.
Só porque me sentei aqui, não significa que tenha ficado quieta, imóvel ou parada. Deixei apenas uma parte para trás, algures aqui sentada, porque me fazia sentido que assim fosse...
Esta é a magia da vida, reconhecer que por vezes precisamos de deixar algo porque só assim faz sentido, faz sentido naquela hora, naquele dia, naquele momento.
E fará sentido uma vida inteira...
Nunca te esqueças que haverá sempre memórias que nos enche os olhos de água e nos provocam o sorriso.
Foi bom, é bom, e o que virá será sempre melhor.
A voz tremia-lhe, mas havia uma leve tranquilidade no discurso.
Com carinho encostou a cabeça ao seu ombro e sorriu.
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