quinta-feira, fevereiro 20, 2014
Horas de desassossego
A noite foi longa...
As horas não passam, os minutos são intermináveis.
Desisti de olhar para o relógio.
Tenho alguma dificuldade em assumir a falta de descanso,
Em admitir o cansaço que se instalou nas últimas horas.
Sinto um peso sobre mim,
A cada passo que dou torna-se pior, e pior.
Procurei o abrigo,
Quis o aperto,
Precisei dele.
Em surdina chamei...
Na escuridão pus-me a jeito.
Baixei a cabeça, escondi o medo
e sem olhar nos olhos,
pedi...
Abraça-me,
Abraça-me, com força genuína.
Abraça-me apenas.
Porque a noite foi longa,
mas o dia será ainda mais longo....
quarta-feira, fevereiro 19, 2014
Há dias muito, muito interessantes
Acordei tarde.
Vesti as meias, o vestido e o blazer.
Saio do quarto e calço os sapatos.
Já estava a vestir o casaco comprido quando reparo que tenho de mudar de meias porque rasguei as que tinha vestido. Really!!??
Lá saí de casa, pelas escadas já levo a chave do carro na mão, chego ao pé do dito e alguém se lembrou de mo bloquear!! A sério?? Logo de manhã?? No dia em que acordei tarde??
Duas buzinadelas depois, aparece o animal a pedir desculpa porque foi só beber café!!
Acredito que tenho uma cara tão lixada que a homem não para de pedir desculpa...
A 500 metros do edifício onde trabalho, maravilhosa calçada portuguesa, fico com o salto do sapato preso, ao libertar-me dou cabo da capa...que mandei arranjar na semana passada.
Ajeito o casaco, aliso o vestido e sigo. Eu não sou mulher de dar parte fraca mas estou tão zangada que só me apetece chorar.
Venho do almoço, copo de café na mão, escorrego (pois claro) e entorno café mesmo no meio do vestido!! Portanto estou à 1h30 com as pernas molhadas devido à limpeza que se conseguiu arranjar.
Ainda só são 15:15...até tenho medo...
Pelo sim, pelo não mantenham uma distância segura da minha pessoa...
Vesti as meias, o vestido e o blazer.
Saio do quarto e calço os sapatos.
Já estava a vestir o casaco comprido quando reparo que tenho de mudar de meias porque rasguei as que tinha vestido. Really!!??
Lá saí de casa, pelas escadas já levo a chave do carro na mão, chego ao pé do dito e alguém se lembrou de mo bloquear!! A sério?? Logo de manhã?? No dia em que acordei tarde??
Duas buzinadelas depois, aparece o animal a pedir desculpa porque foi só beber café!!
Acredito que tenho uma cara tão lixada que a homem não para de pedir desculpa...
A 500 metros do edifício onde trabalho, maravilhosa calçada portuguesa, fico com o salto do sapato preso, ao libertar-me dou cabo da capa...que mandei arranjar na semana passada.
Ajeito o casaco, aliso o vestido e sigo. Eu não sou mulher de dar parte fraca mas estou tão zangada que só me apetece chorar.
Venho do almoço, copo de café na mão, escorrego (pois claro) e entorno café mesmo no meio do vestido!! Portanto estou à 1h30 com as pernas molhadas devido à limpeza que se conseguiu arranjar.
Ainda só são 15:15...até tenho medo...
Pelo sim, pelo não mantenham uma distância segura da minha pessoa...
terça-feira, fevereiro 18, 2014
Sou uma apaixonada pelas palavras deste Senhor...
"CARTA À MULHER QUE VOU LEVAR PARA A CAMA
Fornicar é uma ordinarice. É o sexo pelo sexo, o corpo pelo corpo, o suor pelo suor. Sem a magia da comunhão, sem a intensidade emocional da emoção do fundo, da emoção que vem das veias como o grito vem da garganta. Fornicar sabe a carne na carne, a reles pénis em reles vagina. Fornicar é dois corpos que se esfregam. Uma masturbação assistida. Uma partilha insistida.
A mulher que vou levar para a cama – sim, tu – não me vai fornicar.... Não vai porque eu não deixo. Lamento. Não deixo. Se fores a mulher que eu vou levar para a cama tens de ser mais do que fornicadora, mais do que especialista em sexo, mais do que a melhor sexoralista do mundo, mais do que a melhor orgasmista do mundo. Se fores a mulher que eu vou levar para a cama vais perceber que fornicar não existe. Fornicar-me não existe. Fornicar, quando fornicar é tudo o que dois corpos que se embraçam fazem, sabe a nada. Continuas sem entender nada?
Mais uma vez: se me queres fornicar, se só me queres fornicar e nada mais do que fornicar-me, quando me levares para cama é certo que não me vais levar para a cama. Fornicar é um amor coxo. Um amor manco. E das duas pernas - ou das duas bolas. Fornicar nem sequer é amor, nem sequer é amável. Fornicar consiste em trocar a mão no sexo pelo sexo que está mais à mão. Desculpa – mas não.
Fazer amor é uma seca. Um tédio. Uma canseira psicológica. É sempre mais do mesmo. Um abraço aqui, um beijo ali, um “amo-te” aqui, um “também te amo” ali. Há carinho, há ternura, há partilha, há cumplicidade. Mas é poucochinho. Coisa pouca quando se pretende o êxtase. Fazer amor é uma seca. Fazer amor, quando tudo que se faz na cama entre dois corpos é fazer amor, é um aborrecimento, uma imensa sensaboria. Se aquilo que me queres fazer, quando me levares para a cama, é amor, daquele que se faz de só carinho, de só ternura, de só cumplicidade de afectos, então garanto-te que não me vais levar para a cama. Não vais. Lamento. Não vais. Fazer amor, para mim, na minha cama e em todas as camas que são minhas (e são minhas, naquele exacto instante que tem de durar para sempre, todas as camas em que eu me deito com outros corpos que se deitam), não existe. Não existe só candura, não existe só o “amo-te tanto” e o “és tão lindo e tão amoroso e tão querido”. Muito menos existe o “és tão fofinho”. Fofinho mas é uma merda. Fofinho é tão pequeninho que até me apetece ir-te ao focinho. Fofinho mas é uma merda. Eu não sou fofinho, não quero ser fofinho e tenho asco de quem é fofinho. Fofinho é um nojinho. Comigo não vais fazer amor. Podes tirar daí o cavalinho da chuva. E podes, já agora, montá-lo também – que daqui não levas nada. Tchauzinho.
Fazer amor é uma treta. Uma engonhice, uma trambiquisse. Fazer amor é uma treta e uma engonhice e uma trambiquisse como fornicar é uma treta, uma engonhice e uma trambiquisse. Fazer amor é uma seca como fornicar é uma seca. Manda fornicar o fazer amor. E manda fornicar tudo o que seja só fornicar. Fornicar por fornicar é simplesmente ficar. E ficar – és tão parvo que ainda nem tinhas olhado bem para a palavra – é não sair do sítio. Estar ali, quieto, a sentir mais do mesmo. E menos do mesmo. À medida que vais fornicando vais-te fornicando. E à medida em que vais fazendo amor vais desfazendo amor. Desfazendo-te – e a quem amas – em amor. Todo o amor se dissolve em esperma. Comigo, anota aí e põe-te a milhas, não vais fornicar. Comigo, anota aí e põe-te a milhas, não vais fazer amor. E agora anota sobretudo o que aí vem, meu amor.
Fornicar amor. É isso, e só isso, que vais fazer comigo quando me levares para a tua e para a nossa cama – e é sempre de dois a cama em que dois se fazem assim: como assim tem de ser. Fornicar amor. Até á última gota fornicar amor. Nem fornicar nem fazer amor – fornicar amor. Fornicar-te como à mais prostituta das prostitutas. E amar-te como à mais única das amadas. Fornicar amor. Chamar-te pêga e dizer-te amo-te, espancar-te o sexo e afagar-te o beijo. Ser o doce e a fera - a treva e o raio. Fornicar amor. E só assim, entre um grito e um afago, fornicar-te com amor: fazer-te amor."
Pedro Chagas Freitas...Fornicar é uma ordinarice. É o sexo pelo sexo, o corpo pelo corpo, o suor pelo suor. Sem a magia da comunhão, sem a intensidade emocional da emoção do fundo, da emoção que vem das veias como o grito vem da garganta. Fornicar sabe a carne na carne, a reles pénis em reles vagina. Fornicar é dois corpos que se esfregam. Uma masturbação assistida. Uma partilha insistida.
A mulher que vou levar para a cama – sim, tu – não me vai fornicar.... Não vai porque eu não deixo. Lamento. Não deixo. Se fores a mulher que eu vou levar para a cama tens de ser mais do que fornicadora, mais do que especialista em sexo, mais do que a melhor sexoralista do mundo, mais do que a melhor orgasmista do mundo. Se fores a mulher que eu vou levar para a cama vais perceber que fornicar não existe. Fornicar-me não existe. Fornicar, quando fornicar é tudo o que dois corpos que se embraçam fazem, sabe a nada. Continuas sem entender nada?
Mais uma vez: se me queres fornicar, se só me queres fornicar e nada mais do que fornicar-me, quando me levares para cama é certo que não me vais levar para a cama. Fornicar é um amor coxo. Um amor manco. E das duas pernas - ou das duas bolas. Fornicar nem sequer é amor, nem sequer é amável. Fornicar consiste em trocar a mão no sexo pelo sexo que está mais à mão. Desculpa – mas não.
Fazer amor é uma seca. Um tédio. Uma canseira psicológica. É sempre mais do mesmo. Um abraço aqui, um beijo ali, um “amo-te” aqui, um “também te amo” ali. Há carinho, há ternura, há partilha, há cumplicidade. Mas é poucochinho. Coisa pouca quando se pretende o êxtase. Fazer amor é uma seca. Fazer amor, quando tudo que se faz na cama entre dois corpos é fazer amor, é um aborrecimento, uma imensa sensaboria. Se aquilo que me queres fazer, quando me levares para a cama, é amor, daquele que se faz de só carinho, de só ternura, de só cumplicidade de afectos, então garanto-te que não me vais levar para a cama. Não vais. Lamento. Não vais. Fazer amor, para mim, na minha cama e em todas as camas que são minhas (e são minhas, naquele exacto instante que tem de durar para sempre, todas as camas em que eu me deito com outros corpos que se deitam), não existe. Não existe só candura, não existe só o “amo-te tanto” e o “és tão lindo e tão amoroso e tão querido”. Muito menos existe o “és tão fofinho”. Fofinho mas é uma merda. Fofinho é tão pequeninho que até me apetece ir-te ao focinho. Fofinho mas é uma merda. Eu não sou fofinho, não quero ser fofinho e tenho asco de quem é fofinho. Fofinho é um nojinho. Comigo não vais fazer amor. Podes tirar daí o cavalinho da chuva. E podes, já agora, montá-lo também – que daqui não levas nada. Tchauzinho.
Fazer amor é uma treta. Uma engonhice, uma trambiquisse. Fazer amor é uma treta e uma engonhice e uma trambiquisse como fornicar é uma treta, uma engonhice e uma trambiquisse. Fazer amor é uma seca como fornicar é uma seca. Manda fornicar o fazer amor. E manda fornicar tudo o que seja só fornicar. Fornicar por fornicar é simplesmente ficar. E ficar – és tão parvo que ainda nem tinhas olhado bem para a palavra – é não sair do sítio. Estar ali, quieto, a sentir mais do mesmo. E menos do mesmo. À medida que vais fornicando vais-te fornicando. E à medida em que vais fazendo amor vais desfazendo amor. Desfazendo-te – e a quem amas – em amor. Todo o amor se dissolve em esperma. Comigo, anota aí e põe-te a milhas, não vais fornicar. Comigo, anota aí e põe-te a milhas, não vais fazer amor. E agora anota sobretudo o que aí vem, meu amor.
Fornicar amor. É isso, e só isso, que vais fazer comigo quando me levares para a tua e para a nossa cama – e é sempre de dois a cama em que dois se fazem assim: como assim tem de ser. Fornicar amor. Até á última gota fornicar amor. Nem fornicar nem fazer amor – fornicar amor. Fornicar-te como à mais prostituta das prostitutas. E amar-te como à mais única das amadas. Fornicar amor. Chamar-te pêga e dizer-te amo-te, espancar-te o sexo e afagar-te o beijo. Ser o doce e a fera - a treva e o raio. Fornicar amor. E só assim, entre um grito e um afago, fornicar-te com amor: fazer-te amor."
domingo, fevereiro 16, 2014
Como...
Como é que me permito a querer?
Como é que me digo o quanto me apetece quebrar a barreira que insisto em manter?
Sentar-me no colo e fundir-me na pele, perder-me na boca?
Como...como é que me admito o capricho, a vontade de tirar os meus sapatos e descalça correr?
Como é que me digo que me enfeitiça a calmaria dos olhos e a turbulência do olhar?
Que me fascinam as palavras, que as guardo, apertadas na alma?
E o desejo? O desejo...Monstro sem perdão....
Como é que me abstraio do desejo que me consome e me faz perder o equilíbrio?
De que modo posso eu negar-me à loucura de me deslumbrar, de voltar a cair na tentação de sonhar?
Como posso batalhar contra o sorriso que se me arranca ao escutar os passos?
Como me liberto do calor, da vontade de sentir aquele calor, da dentada divina na pele nua do meu corpo?
Como é me digo o quanto queria poder ver, contemplar à luz do sol? Aclarar as sombras, dar cor ás formas escuras?
Como é que me solto desta necessidade do abraço, do corpo e da alma que quero sentir por perto?
Como é que me convenço da insignificância do que sou num mundo que não me pertence?
Luta, guerra inglória...
divide-me a alma,
revolta-me a mente,
desfoca-me o pensar...
Como é que me digo o quanto me apetece quebrar a barreira que insisto em manter?
Sentar-me no colo e fundir-me na pele, perder-me na boca?
Como...como é que me admito o capricho, a vontade de tirar os meus sapatos e descalça correr?
Como é que me digo que me enfeitiça a calmaria dos olhos e a turbulência do olhar?
Que me fascinam as palavras, que as guardo, apertadas na alma?
E o desejo? O desejo...Monstro sem perdão....
Como é que me abstraio do desejo que me consome e me faz perder o equilíbrio?
De que modo posso eu negar-me à loucura de me deslumbrar, de voltar a cair na tentação de sonhar?
Como posso batalhar contra o sorriso que se me arranca ao escutar os passos?
Como me liberto do calor, da vontade de sentir aquele calor, da dentada divina na pele nua do meu corpo?
Como é me digo o quanto queria poder ver, contemplar à luz do sol? Aclarar as sombras, dar cor ás formas escuras?
Como é que me solto desta necessidade do abraço, do corpo e da alma que quero sentir por perto?
Como é que me convenço da insignificância do que sou num mundo que não me pertence?
Luta, guerra inglória...
divide-me a alma,
revolta-me a mente,
desfoca-me o pensar...
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
Depois do Hoje, é só isto
Se queres: sê fácil.
Se Gostas: sê ainda mais fácil.
Sem medo: abre os braços, as pernas, a alma, o coração, acima de tudo abre a boca.
Descomplica.
Apetece-te um beijo: força, beija.
Apetece-te uma gargalhada: ri até doer.
Precisas de dizer: grita, berra até se ouvir.
Precisas de dizer: grita, berra até se ouvir.
Dá um abraço se te apetece.
Queres agarrar: pois bem aperta!
Queres agarrar: pois bem aperta!
Atreve-te a dar a mão se é isso que desejas.
Queres sexo: rasga a roupa. corre atrás do prazer. transpira. sente. partilha.
Seja o que for: não deixes por fazer...
Seja o que for: não deixes por fazer...
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
O último pensamento do dia
Molhei a gabardine, o vestido e as botas.
Os caracóis que tanto tento esconder enrolados até mais não.
Quero lá saber.
Diabo de dia. Maldito papel.
Precisava mesmo de arejar.
Sorri ao tom bonito do entardecer.
Dois quilómetros depois já me sinto bem melhor.
Doem-me os pés mas pelo menos a alma está bem mais leve....
Livrei-me da roupa fria, encharquei-me de água quente, aqueci o corpo e a mente.
Aguarda-me o meu mais precioso refúgio.
Deito-me como estou, cabelo húmido, pele nua.
Aprecio o toque do macio no corpo.
Sinto-me cansada, dorida mas não consigo deixar de pensar
Apetecia-me ouvir uma história...
Porque no silêncio, de olhos fechados, apetecia-me ouvir-te sorrir.
Conflito
Não avisa. Chega de manso, passos em bicos de pés.
Chamei
Não lhe dei permissão.
Invoquei
Não houve consentimento.
Pedi
Explorou. Explorou-me sem pedir.
Deixei
Remexeu-me os recantos. Escravizou-me os sentidos.
Permiti
Ladrão. Oportunista. Desassossegador.
Gostei
Tentei resistir.
Desisti
Roubou-me o descanso. Perturbou-me o sossego.
Quebrei
Abri a coberta. Deitou-se em mim.
Aqueci
Abro a mão pequena sobre o peito.
Senti
Passei a mão pelo rosto.
Sorri
Ofereci o abraço.
Cedi
Afaga-me a cara. Ajeita-me o cabelo. Embala-me em ti.
Escrevi
Fez-se-me um nó no peito.
Chorei
Chamei
Não lhe dei permissão.
Invoquei
Não houve consentimento.
Pedi
Explorou. Explorou-me sem pedir.
Deixei
Remexeu-me os recantos. Escravizou-me os sentidos.
Permiti
Ladrão. Oportunista. Desassossegador.
Gostei
Tentei resistir.
Desisti
Roubou-me o descanso. Perturbou-me o sossego.
Quebrei
Abri a coberta. Deitou-se em mim.
Aqueci
Abro a mão pequena sobre o peito.
Senti
Passei a mão pelo rosto.
Sorri
Ofereci o abraço.
Cedi
Afaga-me a cara. Ajeita-me o cabelo. Embala-me em ti.
Escrevi
Fez-se-me um nó no peito.
Chorei
sábado, fevereiro 08, 2014
Numa tarde amena rendi-me....
..."Queria dizer-te. Queria.
Queria olhar-te. Olhar-te com força – como se olha com força? E dizer-te.
Dizer-te que sim. Sempre sim. Desde o primeiro não que sim.
Dizer-te que quero. Olhar-te com força. Dizer-te. Queria.
Dizer-te. Negar o nã...o. Negar o não que desde sempre – onde começou o sempre? – foi sim.
Dizer-te menti. Dizer-te fugi. Dizer-te parti.
Queria. Dizer-te aqui. Dizer-te agora. Dizer-te já.
Queria. Sempre queria.
Queria, amor. Amor.
O imperfeito. Queria. O imperfeito.
Amor."
Queria olhar-te. Olhar-te com força – como se olha com força? E dizer-te.
Dizer-te que sim. Sempre sim. Desde o primeiro não que sim.
Dizer-te que quero. Olhar-te com força. Dizer-te. Queria.
Dizer-te. Negar o nã...o. Negar o não que desde sempre – onde começou o sempre? – foi sim.
Dizer-te menti. Dizer-te fugi. Dizer-te parti.
Queria. Dizer-te aqui. Dizer-te agora. Dizer-te já.
Queria. Sempre queria.
Queria, amor. Amor.
O imperfeito. Queria. O imperfeito.
Amor."
in "O livro dos Loucos"
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
Amanhã é sábado....
Cama. Edredon. Preguiça.
Lençóis Polares. Camisola larga de lã. Filmes.
Chá. Pés Frios. Torradas. Mimo.
Guerra de almofadas.
Um copo de água. Descanso.
Pipocas. Sofá. Calor.
Gelado. Um cigarro. Aquecedor.
Uma janela fechada. Uma porta aberta.
Beijo. Algodão doce. Carinho.
Lençóis Polares. Camisola larga de lã. Filmes.
Chá. Pés Frios. Torradas. Mimo.
Guerra de almofadas.
Um copo de água. Descanso.
Pipocas. Sofá. Calor.
Gelado. Um cigarro. Aquecedor.
Uma janela fechada. Uma porta aberta.
Beijo. Algodão doce. Carinho.
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
A propósito do "dia do amor"
É, sem dúvida, um dos Homens mais fantásticos e divertidos que conheço e com quem tenho o prazer de partilhar tantos momentos, gargalhadas infindáveis e a quem devo, até à presente data cerca de 112 cafés...
A ideia de jantarmos todos, todos os que não têm respetivos/as, até tinha sido inicialmente minha mas o mérito do impressionante convite elaborado é completamente dele.
Recebi o convite do evento hoje de manhã e agradeço-te, como sempre, as gargalhadas brutais que me ganhas sem muita dificuldade.
Foi, arrisco a admitir, o melhor convite para jantar que já recebemos!
..."Pois é, chega mais um dia dos namorados, esse dia fantástico em que toda a gente janta aos pares, em um jantar romântico, o Homem paga a conta, oferece um ramo de flores, tudo isso com o intuito de uma nova posição sexual, um local diferente de fazer o amor ou mesmo foder, e até quem sabe ir para locais mais difíceis, em todo o seu esplendor da palavra, como o Anal ou até ao simples felácio, tantas e tantas vezes recusado. Contudo caem sempre no erro. Tais g...astos não levam a lado nenhum, a não ser à típica posição do missionário, despindo somente a parte de baixo do corpo, até porque faz frio, num momento fugaz e rápido. Preliminares?
É o jantar.
Com o objectivo de cortar com a tradição decidi, fazer um jantar de gente culta, que vomita, tal como eu, em frente ao monitor no computador, com o facebook aberto.
Chega de falsos amores pelo facebook, chega de amor para sempre, és única, fazes me sentir único...vomito e mais vomito, assim surge este jantar.
Brindemos a nós, pessoas egoístas, felizes, sozinhas e sem problemas de o serem.
Sejamos Narcisistas.
Bom a ideia é simples e fácil, sem velas, sem luz ambiente e difusa, sem romantismos, sem sexo ao fim da noite..........cof cof pelo menos para muitos de vocês cof cof, algo tão simples como jantar.
Comer a grande e a japonesa, e depois tomar um Drink na casa, dessa pessoa tão fantástica e maravilhosa, mas não menos solteira e/ou encalhada que os restantes, Dn, que gentilmente cedeu sua casa, para assim podermos afogar as mágoas enquanto bebemos um moscatel, um beirão, amêndoa amarga, ginga e no fim Vomitar mais um bocado de Arco Iris.
O mote está lançado, e garanto que vai haver agradáveis surpresas para os participantes desta noite inesquecível.
Ficamos a aguardar confirmações, e desculpa como "já tenho coisas combinadas" não encaixa....sejamos realistas, estamos todos sós, mas bem acompanhados nesta noite é uma garantia..."
By B.M.
(O texto foi publicado com o devido conhecimento e consentimento do seu autor, porque lhe pedi que me deixasse partilhar algo tão real e tão bem escrito. E porque a amizade também é uma forma de amar fica aqui a minha parte: B.M eu amo você. Obrigada)
A ideia de jantarmos todos, todos os que não têm respetivos/as, até tinha sido inicialmente minha mas o mérito do impressionante convite elaborado é completamente dele.
Recebi o convite do evento hoje de manhã e agradeço-te, como sempre, as gargalhadas brutais que me ganhas sem muita dificuldade.
Foi, arrisco a admitir, o melhor convite para jantar que já recebemos!
..."Pois é, chega mais um dia dos namorados, esse dia fantástico em que toda a gente janta aos pares, em um jantar romântico, o Homem paga a conta, oferece um ramo de flores, tudo isso com o intuito de uma nova posição sexual, um local diferente de fazer o amor ou mesmo foder, e até quem sabe ir para locais mais difíceis, em todo o seu esplendor da palavra, como o Anal ou até ao simples felácio, tantas e tantas vezes recusado. Contudo caem sempre no erro. Tais g...astos não levam a lado nenhum, a não ser à típica posição do missionário, despindo somente a parte de baixo do corpo, até porque faz frio, num momento fugaz e rápido. Preliminares?
É o jantar.
Com o objectivo de cortar com a tradição decidi, fazer um jantar de gente culta, que vomita, tal como eu, em frente ao monitor no computador, com o facebook aberto.
Chega de falsos amores pelo facebook, chega de amor para sempre, és única, fazes me sentir único...vomito e mais vomito, assim surge este jantar.
Brindemos a nós, pessoas egoístas, felizes, sozinhas e sem problemas de o serem.
Sejamos Narcisistas.
Bom a ideia é simples e fácil, sem velas, sem luz ambiente e difusa, sem romantismos, sem sexo ao fim da noite..........cof cof pelo menos para muitos de vocês cof cof, algo tão simples como jantar.
Comer a grande e a japonesa, e depois tomar um Drink na casa, dessa pessoa tão fantástica e maravilhosa, mas não menos solteira e/ou encalhada que os restantes, Dn, que gentilmente cedeu sua casa, para assim podermos afogar as mágoas enquanto bebemos um moscatel, um beirão, amêndoa amarga, ginga e no fim Vomitar mais um bocado de Arco Iris.
O mote está lançado, e garanto que vai haver agradáveis surpresas para os participantes desta noite inesquecível.
Ficamos a aguardar confirmações, e desculpa como "já tenho coisas combinadas" não encaixa....sejamos realistas, estamos todos sós, mas bem acompanhados nesta noite é uma garantia..."
By B.M.
(O texto foi publicado com o devido conhecimento e consentimento do seu autor, porque lhe pedi que me deixasse partilhar algo tão real e tão bem escrito. E porque a amizade também é uma forma de amar fica aqui a minha parte: B.M eu amo você. Obrigada)
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